domingo, 10 de fevereiro de 2008

21º Dia - Quarta, 06/02/2008

Acordamos tarde e com muita fome. Estava chovendo e ventando bastante. Aproveitamos a piscina do camping e logo fomos almoçar “risoto de pedra", já quase não tínhamos nada, só o arroz e ervilhas. Eu (Silvia) estava cansada e queria ficar no camping com medo dos “borrachudos”. Já Gioia estava louco para conhecer um pouco da ilha, que é, realmente, belíssima. Foi até o Parque Estadual de Ilha Bella onde há inúmeras cachoeiras.

De volta ao camping, uma tempestade se anunciava. Resolvemos mudar a barraca para dentro da sala de TV. A barraca quebrou no meio da nossa aventura. Desde então, demos um jeitinho, porém tivemos a certeza que ela não suportaria os ventos fortes da “capital da vela”.


20º Dia - Terça, 05/02/2008

Chegou a hora de dizer “tchau” a Santos. No fim das contas, acabou que Santos foi o local em que permanecemos por mais tempo. Refletindo sobre isso, concluímos que quando temos certas regalias como cama, roupa lavada, chuveiro quente e pessoas que nos paparicam, ficamos mais acomodados e não produzimos tanto caso estivéssemos no aperto. Que coisa!

Agradecemos muitíssimo a tia Carmen e ao tio Ivo por toda atenção dedicada e colocamos o pé na estrada em direção à Ilha Bella. Ah, cortamos o Guarujá do nosso cronograma devido à intempérie. Após horas de estrada, paramos para um banho de cachoeira Toque-toque Grd. (foto).

No caminho de Ilha Bella, passamos por Ubatuba para almoçar. Adivinhem o quê? Pão de queijo, claro. Fizemos a travessia de São Sebastião à Ilha Bella em balças separadas por um pequeno desencontro. É bom ficarmos sozinhos um pouco, já que temos convivido intensamente. Em Ilha Bella, encontramos o "Camping Pedra do Sino", um local espetacular com piscina, 3 cozinhas, grama, sala de TV, praia, gruta e etc. É claro que o Gioia deu uma choradinha e conseguimos um desconto. O nome “Pedra do Sino” não é por acaso, as pedras de lá quando tocadas, soam como sino de verdade.

Armamos a barraca e fomos aproveitar o último dia de Carnaval, ou seja, o último dia de cidade cheia. A vila estava, realmente, repleta. Apesar da música carnavalesca, apresentamos na Rua São Benedito (rua do meio). Foi lindo, paramos a rua de pedestres (foto). Após o espetáculo, tivemos contato com artistas locais e um casal inglês. Eles nos falaram de um artista local que recebe outros artistas em casa para trocarem experiências.

Tiramos forças do fundo de nosso ser, fomos trocamos de roupa no camping e voltamos à vila para pular o Carnaval. E pulamos, ou melhor, desfilamos. Conseguimos restos de fantasias e nos infiltramos numa ala no desfile das campeãs. A primeira escola a desfilar foi a segunda colocada. Como só eu (Silvia) tinha fantasia, o Gioia precisou desfilar de "mestre de harmonia". Chegando ao final, demos a volta e conseguimos penetrar na escola campeã. Dessa vez, montamos a “Ala dos Penetras”, pois além de nós, havia mais 4 infiltrados. Foi muito divertido!

Até mais, Santos.

Cachoeira Toque-toque Grd.

Apresentação na Rua São Benedito - Ilha Bella-SP.

19º Dia - Segunda, 04/02/2008

Esse sim foi "o dia da preguiça". Gioia acordou e dedicou-se a revisar "La Blanca" (a moto): troca de óleo e uns apertos nuns parafusos. Quando voltou, foi só descanso e almoço: rondele de 4 queijos & camarão na manteiga. Enrolamos muito até que eu (Silvia) insisti para sairmos para a festa de Carnaval. Ficamos desapontadíssimos. A festa consistia em shows em tendas armadas na praia e as bandas não eram nada de mais.

18º Dia - Domingo, 03/02/2008

Continuando o nosso passeio turístico por Santos, conhecemos o centro histórico: Bolsa do Café e MontSerrat (nada a ver com o da Catalunha). Tia Carmen e tio Ivo nos levaram a um restaurante argentino especializado em carnes. A estada em Santos destoou do restante da viagem graças ao conforto e o fato de freqüentarmos restaurantes. Tínhamos pensando em pular o Carnaval à noite, porém, por motivo de saúde, ficamos em casa assistindo o desfile das escolas de samba regados a queijos e vinhos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Como deixar um comentário

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

17º Dia - Sábado, 02/02/2008

Santos-SP.

O Sol brilhava em nossa janela. Ficamos deitados por um tempo até que levantamos para o café às 10h. Tia Carmen e o tio Ivo nos levaram para um passeio turístico pelo litoral de Santos e São Vicente, que fora a primeira vila do Brasil. Bebemos água na famosa "Biquinha" e visitamos o museu onde há uma réplica do povoado encenando a chegada dos Portugueses. Durante o passeio, encontramos um grupo de teatro de rua. Aproveitamos para conferir a apresentação deles e trocar experiências. A fome se anunciava e o calor começava a incomodar. Então, sabiamente, os tios nos levaram a um restaurante no centro de Santos apelidado de "Atrás da Geladeira". A porta é, literalmente, atrás de uma geladeira. O prato escolhido: suflê de bacalhau & camarão à moda da casa! Comida boa e farta a preços incríveis.

Voltamos para casa e logo saímos. Dessa vez, a atração éramos nós. Fomos de bicicleta para perto do aquário. Apesar de não haver uma multidão, resolvemos começar assim mesmo. Conforme fomos nos aprontando, a roda foi enchendo. Tivemos uma espectadora muito especial: uma garota de uns 16 anos portadora de deficiência mental. Aos poucos, fomos trazendo incentivando-lhe a participar. Acreditamos que ela tenha se divertido muito. Após o espetáculo, tivemos uns minutos de descanso e reflexão. Circulando de bicicleta pela orla, passamos pela Fonte do Sapo. Sentimo-nos obrigados a parar lá, a quantidade de crianças era enorme. Mesmo com a ameaçava de chuva, fizemos uma segunda apresentação mais curta. Foi mais que o suficiente para afagar nosso ego. Afinal, tivemos “casa” cheia e público satisfeito. De volta ao recanto, deliciamo-nos com o maravilhoso pudim de chocolate da Tia Carmen.

Ilha Porchat - Sao Vicente +- Santos.

Grupo de teatro de rua se antes da apresentação na Praça da Biquinha (São Vicente-SP).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

16º Dia - Sexta, 01/02/2008

Santos-SP.

Primeiramente, gostaríamos homenagear aqui no blog a aniversariante de hoje: Beatriz! (Filha da tia Beth).

Voltamos agora com o nosso diário: acordamos mais tarde do que o planejado. Preparamo-nos para a retirada e, novamente, para mais uma longa despedida. Desta vez, com a família da tia Beth. Às 12h30 saímos de São Paulo em direção à Santos. Passamos por uma estrada linda (rodovia dos Imigrantes) e chegamos em Santos às 14h. Fomos direto para a casa da madrinha do Gioia, Carmem, que nos recebeu com um sorriso caloroso. Lanchamos com ela e alguns vizinhos. Às 17h, demos uma volta pela orla com bicicletas emprestadas pela madrinha de Gioia. Dessa maneira, escolhemos o local da próxima apresentação com mais agilidade. A orla de Santos é muito bonita e a ciclovia está em ótimas condições. Lá, bicicleta só na ciclovia, fora dela, é multa... Não é fácil lembrar disso, mas chega de multas!

Sentados na praia, depois de um pôr-do-sol deslumbrante, conversamos sobre a nossa "liberdade de apresentação". Gioia sentia-se um pouco frustrado com a apresentação em São Paulo, e eu (Silvia) estava muito cansada com a viagem. Ficamos com uma impressão: será que não estávamos procurando desculpa para não nos apresentarmos temendo a repetição do pouco público de São Paulo? Por outro lado, se fosse um espetáculo que estivesse em cartaz, teria que ser apresentado de qualquer maneira. Será que esse não é o limite entre o amadorismo e o profissionalismo? Ponderamos também a respeito do nosso cansaço físico e da energia que deveríamos dispor. Decidimos nos apresentar duas vezes amanhã e descansar um pouco hoje. Chegamos em casa e tivemos um jantar animadíssimo com Carmen e Ivo, nossos anfitriões em Santos. Amanhã eles pretendem nos levar para um passeio. O tempo é instável, mas a chuva parece ter dado trégua.

Pôr-do-Sol em uma praia de Santos-SP.